Escrito por Administrador    Ter, 29 de Junho de 2010 13:22    PDF Imprimir E-mail
Reconstrução de unidades de saúde em AL e PE deve custar R$ 60 milhões

PeO Ministério da Saúde estima que serão necessários R$ 60 milhões para a reconstrução das unidades de saúde destruídas pela chuva nos Estados de Alagoas e Pernambuco, sendo R$ 30 milhões para cada Estado. A informação foi dada pelo diretor do Departamento de Vigilância Ambiental do ministério, Guilherme Franco Neto.

"Temos uma equipe especializada em Alagoas que está se deslocando para Pernambuco e fazendo um levantamento dos danos nas unidades de saúde. Isso vai implicar uma quantidade de recursos, para que o ministério aponte para uma medida provisória a ser editada pelo presidente da República." 

O diretor não soube informar quando a MP vai ser editada, mas acredita que deve sair até o fim da semana. Ele disse que foi confirmado um caso de leptospirose em Pernambuco.

Até esta terça-feira, o Estado de Alagoas registrava 34 mortes em decorrência dos temporais, que também obrigaram cerca de 75 mil pessoas a deixarem suas casas. Desses, 47.897 estão desalojados --estão em casas de amigos e parentes-- e 26.618 desalojados, ou seja, dependem de abrigos públicos. Além disso, há registro de 76 pessoas desaparecidas.

Já em Pernambuco, são registradas 20 mortes, 26.966 desabrigados e outros 55.643 desalojados. Também há 142 pontes danificadas devido às chuvas. As duas últimas mortes confirmadas no estado são de uma criança de 2 anos e um homem de 34, nas cidades de Recife e de Gameleira, respectivamente.

Saúde

Após as chuvas que causaram estragos, os Estados agora têm como preocupação as doenças que surgem com frequência após inundações. Segundo previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), pancadas de chuva devem continuar no Nordeste nos próximos dias.

Em Alagoas, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, já há registro de 43 casos de diarreia aguda, cinco de leptospirose e pelo menos um de hepatite A em municípios afetados pelas chuvas.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Herbert Motta, o número de doentes deve aumentar. Ele diz que, na primeira semana após as enchentes, a maior partes dos casos é de doenças de pele e picadas de cobra. A partir da segunda semana, os casos de diarreia e leptospirose ganham força. Depois de um mês, predomina a hepatite.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 200 mil doses de vacinas, 13 mil diluentes e mil unidades de soros antitetânicos para o Estado de Alagoas. Na última semana, Pernambuco recebeu 11 toneladas de medicamentos e cerca de 500 mil doses de vacinas, de acordo com o governo federal.

A recomendação do Ministério da Saúde é para que as pessoas evitem o contato com água ou lama decorrente das enchentes e esgotos para evitar doenças como leptospirose, hepatite e diarreias. Moradores de áreas afetadas também devem ter cuidado com os alimentos e sempre filtrar e ferver a água antes de beber.

Do Folha Online