Escrito por Administrador    Seg, 08 de Março de 2010 13:35    PDF Imprimir E-mail
PSOL – CE repudia a violência e tortura em Iguatu
PSOLNo último dia 11 de fevereiro cinco jovens, entre eles um jornalista, relatam que distribuíam panfletos dando notícia de que o Ministério Público Federal teria denunciado o deputado estadual José Ilo e o prefeito Agenor Neto, por fraude de carteiras de trabalho com o seguro-desemprego. Como decorrência desta iniciativa, dois destes jovens foram espancados no centro de Iguatu e mais três pessoas foram obrigados a entrar num carro por pessoas que se identificaram como policiais militares. Foram seqüestrados e levados para um matagal que se situa a aproximadamente 12 quilômetros da sede, na comunidade do Barro Alto, localizada entre a divisa de Iguatu e Jucás.

Durante aproximadamente três horas, as cinco vítimas foram torturadas e humilhadas de forma brutal e covarde, obrigadas a se desnudarem, passando então a serem fotografadas, filmadas e gravadas pelos torturadores.

O episódio de degradação humana ainda contou como fato de que os torturadores urinavam nas cabeças das vítimas e praticavam os atos mais cruéis de violência e desrespeito a vida humana. As vítimas relatam que entre os agressores/torturadores estavam o chefe de gabinete da prefeitura de Iguatu, ‘Teógenes”, o Sargento “Bandeira”, seguranças particulares do prefeito e um maqueiro do Hospital Regional da cidade.

Uma das mais odiosas práticas de degradação humana é a tortura que juntamente com o seqüestro são crimes inaceitáveis. Não se pode permitir que fatos dessa natureza aconteçam num município como Iguatu, sobretudo estando relacionado a autoridades ligadas a instituições que deveriam ser guardiães dos direitos humanos e promotores da cidadania.

A sociedade brasileira, cearense e de Iguatu espera muito mais de seus gestores públicos em áreas como saúde, educação, proteção ao meio ambiente, moradia, lazer.  E nesse caso de evidente violação de direitos humanos e ultraje a dignidade humana, exige das autoridades judiciais, punição cabível.

O PSOL Ceará repudia a prática política coronelística remanescente de séculos passados que ainda faz parte da estratégia de tentar silenciar, intimidar e amedrontar os que de fato se preocupam com a vida, com a política e com a busca do bem comum. Por isso, condenamos os atos recentes cometidos por capangas ligados à administração do prefeito Agenor Neto ou por qualquer outra oligarquia capaz de recorrer a métodos semelhantes.

Executiva Estadual – PSOL Ceará – Fev 2010